Peço licença para deixar minhas palavras de lado e expor aqui as palavras de outro:

“Tive vontade de dizer muitas coisas à roubadora de livros, sobre a beleza e a brutalidade. Mas que poderia dizer-lhe sobre essas coisas que ela já não soubesse? Tive vontade de lhe explicar que constantemente superestimo e subestimo a raça humana – que raras vezes simplesmente a estimo. Tive vontade de lhe perguntar como uma mesma coisa podia ser tão medonha e tão gloriosa, e ter palavras e histórias tão amaldiçoadas e tão brilhantes.
Nenhuma dessas coisas, porém, saiu da minha boca.
Tudo o que pude fazer foi virar-me para Liesel Meminger e lhe dizer a única verdade de que realmente sei. Eu a disse à menina que roubava livros e a digo a você agora.
Uma última nota de sua narradora.
Os seres humanos me assombram“.

Markus Zusak. Roubou de mim as palavras nos instantes em que as lia e me mostrou o enorme poder e beleza que elas têm quando bem empregadas. Muitos livros passam pelas nossas mãos, mas poucos são os que conseguem ficar publicados em nós como ferida exposta.

Leia: “A menina que roubava livros”. Faz bem!