Meu mundo caiu, já dizia a cantora. Há oito anos que venho aprendendo o que é caminhar, e isso parece estar desmoronando aos poucos. Não vou ser hipócrita ao dizer que sou um ser de múltiplos momentos felizes, afinal, esse é a minha maior máscara e, por vezes, sinto desprezo por tê-la. Essa é a casca que visto, um sorriso, um bom abraço e grandes amigos. Mas quanto a mim, aquele que era pra ser, não é e nunca foi (ou nunca será).

Boca calada. Esse, sempre, foi o meu maior progresso. Talvez seja o medo que prevalesça em mim. Ou simplesmente culpa. Por vezes, nojo. Alguém, facilmente bloqueado pelas atitudes e ameaças de outros. Isso mesmo. A imagem de um ser humano forte, determinado e com mil projetos? Pura máscara. Talvez eu seja melhor definido como um ser facilmente quebradiço. Visto agora, em uma areia movediça, afundando com seus projetos e desilusões antes sustentáveis.

Em simples três semanas, perdi meu controle. Talvez seja por isso que muitos estejam me vendo como o pessimista da vez. Esse monstro de que falo acima, entrou em cena. Aquilo que me ajudava a manter a máscara sobre a face foi se perdendo, arrancado aos poucos. Os bons estão sendo afastados. Os maus entram em ação. “É só uma fase”. Antes não ter que passar por isso. Se é uma provação, pronto, eu me entrego. Confesso que não tenho capacidade de me superar. Se é isso que querem que grito: Gritei! Já não basta ter que me ver no espelho, ainda terei que berrar ao mundo meu fracasso? Eu berro, mas a livrem dessa. Ninguém tem culpa daquilo que me tornei, a não ser aquele no espelho.

Se quer saber, talvez de nada adiante me tirarem um pedaço, para que, eu aprenda a caminhar como deveria. O rumo foi tomado. E esse sou eu: calado, mil faces e mil projetos como passatempo. Talvez, Oscar Wilde esteja certo ao dizer que, “ser natural também não passa de uma pose, e a mais irritante que conheço!”.